terça-feira, 11 de novembro de 2014

Minhas impressões sobre a Laura Gutman

Resolvi compartilhar aqui também o post que escrevi sobre a autora Laura Gutman, pois já a citei algumas vezes por aqui.

http://teiamaterna.wordpress.com/2014/11/11/minhas-impressoes-sobre-a-laura-gutman/

Bjs

terça-feira, 21 de outubro de 2014

novo blog

Nasceu um outro blog! Espero a visita de vocês lá!
Teia Materna

O serbebe vai ficar aqui por enquanto. Ainda não sei qual será o seu destino. Talvez ele vá morar lá na Teia, mas ainda não sei. Enquanto isso ele fica aqui descansando.
Obrigada a todos os leitores!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O Renascimento do Parto 2

 Em 2013 chegou às telas de cinema o filme documentário O Renascimento do Parto, isso somente foi possível graças a ação conjunta de pessoas engajadas em mostrar e a mudar a realidade obstétrica brasileira.
Agora chegou a hora de falar sobre violência obstétrica, que infelizmente, também faz parte da nossa realidade. 
Foi lançada uma nova campanha de crowdfunding para o segundo filme se tornar realidade. Vamos colaborar! Click aqui e  faça parte da mudança! 

Do site: benfeitoria.com:

O Renascimento do Parto 2
Participe da transformação do sistema obstétrico brasileiro.
Por mais nascimentos com respeito, faça parte dessa história! Colabore!
Nós lançamos uma nova campanha de crowdfunding aqui pela Benfeitoria para que você esteja com a gente nas pré-estréias seguidas de debates com o diretor e convidados, assinando seu nome nos créditos finais do filme, no site oficial e inserindo suas logomarcas.
Do mesmo diretor do primeiro filme, Eduardo Chauvet, “O Renascimento do Parto 2” irá abordar como a Violência Obstétrica ocorre comumente no Brasil, seja por meio de cesarianas desnecessárias - que imputam à mulher a culpa pela impossibilidade de um parto normal -, seja na violência ocorrida durante o parto normal, afetando, inclusive e de forma severa, os bebês recém-nascidos.
Além da Violência Obstétrica, estes são os outros eixos condutores do novo filme:
· O SUS que dá certo – A experiência do hospital Sofia Feldman em Belo Horizonte e outras iniciativas positivas brasileiras.
· O modelo de assistência ao parto na Inglaterra – Casas de Parto e Centros de Parto Normal com assistência pública de referência internacional de qualidade
· O modelo de assistência ao parto na Holanda – modelo misto de atendimento público e privado
· Organização Mundial de Saúde – Diretrizes e Recomendações
“O Renascimento do Parto 2” irá, assim, demonstrar a realidade dos partos no país e apresentar modelos humanizados, no Brasil e em âmbito internacional. Queremos, dessa forma, chamar a atenção da sociedade civil, do poder público, da classe médica e do poder judiciário, e mostrar que a mudança é urgente e possível!

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Grupos de pós parto para que?



Afinal para que tantos grupos de pós parto por aí? Respondo a essa pergunta com um trecho do livro da Laura Gutman - Mulheres visíveis, mães invisíveis:

"O puerpério

Esse estranho período posterior ao nascimento do bebê produz uma sucção celestial em direção ao interior de si mesma. Aparecem clarões de imagens do passado, lembranças de cheiros, sensações físicas que nos fazem voltar a uma infância anterior à infância. Estes estados, que chamaremos de "alterações da consciência", são caracterizados pelas alterações de percepção, incluindo todo o espectro sensorial. As emoções são intensas, insólitas, cheias de imagens pertencentes à nossa história pessoal ou talvez ao universo. A consciência é modificada por sensações angustiantes, mas não perdemos o controle da realidade cotidiana. Durante o puerpério se experimentam, justamente, duas realidades emocionais simultâneas. É possível passar da "paz celestial" ao "terror e desespero". Tais experiências são independentes da formação intelectual prévia, da ideologia ou da maturidade emocional com que tenhamos chegado à maturidade. De qualquer maneira, trata-se de experiências de abertura espiritual, difíceis de classificar. Por isso achamos que estamos enlouquecendo...

... quando nasce uma criança, a solidão e o desconcerto das mães é moeda corrente. Porque não há comunidade que nos apoie, nos ampare, nos transmita sabedoria interior, nem satisfaça necessidade física ou emocional alguma."

 Os grupos estão aí fazendo o papel da tribo, da vila, das famílias. Hoje em dia, principalmente nas grandes cidades, estamos isoladas no convívio da família nuclear. O pai sai para trabalhar e nós ficamos sozinhas em casa com um bebê nos braços. E quem cuidará de nós?
Existem muitos grupos de apoio e pós parto. Procure um perto de você. Não se isole. Experimente a sensação de ser acolhida cuidada e ouvida. 


terça-feira, 19 de agosto de 2014

Adultos infantilizados X crianças birrentas

Texto que eu gostaria de ter escrito a vocês! 
Texto para recorrer em momentos de crises!
Texto para refletir, repensar valores, quebrar paradigmas.
Enfim, um texto muito bom para nos auxiliar pelo que vem pela frente. Nossos bebês crescem. E nós precisamos e devemos crescer e evoluir com eles.

Segue o link:
http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com.br/2014/08/adultos-infantilizados-x-criancas.html?m=1


quinta-feira, 8 de maio de 2014

e nasceu uma mãe...


Quando estamos grávidas pensamos muito em como vai ser o parto, se vai doer, se vai demorar, se vamos conseguir parir... Pensamos um pouco também em como será esse bebê, idealizamos vários momentos, ficamos ansiosas pra conhecer esse serzinho que cresce dentro de nós...Mas não paramos muito pra pensar que vamos nascer também, que vamos nos tornar mães. Claro, racionalmente sabemos que vamos nos tornar mães. Mas como será essa mãe? Sabemos? Pensamos e, muitas de nós, tememos a amamentação, tememos não conseguir, não ter leite suficiente... Mas não sabemos, até nos tornarmos de fato mães, o que é esse ser mãe e como será a amamentação para nós. O que ela, a maternidade e a amamentação, vai mobilizar dentro de nós, como ela vai nos revolucionar, nos reiventar, nos desestruturar, para depois nos colocar nos eixos novamente. Nos eixos novamente? Nananinanão! Pelo menos não nos eixos que já conhecíamos. Vamos entrar em outro eixo. Vamos nos apresentar a nós mesmas. Se nos permitirmos à entrega dolorosa, fantástica, transformadora e revolucionária que a maternidade nos proporciona, descobriremos dentro de nós a nossa essência, o nosso feminino, os nossos defeitos, a nossa sombra e também o nosso melhor. Vamos descobrir como somos fortes, como nos bastamos, e como somos frágeis também, como precisamos de um carinho, e de como precisamos ser cuidadas para cuidar.
O mundo moderno é muito cruel conosco. Ele não é maternal. Ele não nos acolhe. Ele nos obriga a voltar ao mercado de trabalho e as pessoas que ainda não passaram pela maternidade, não tem a dimensão disso tudo que nós vivenciamos, da dor de termos que nos separar de nossos bebês de quatro ou seis meses de vida. Nos cobramos também, mas essa cobrança foi incutida pelo mundo lá de fora. Ainda estamos no mundo de dentro, no ninho, mas somos jogadas pra fora, arrancadas do nosso grande útero novamente... E quando não voltamos a trabalhar fora, quando podemos nos permitir viver intensamente a maternagem, nos perguntam: "mas você é "só"  mãe?" "você não trabalha?" Peraí mermão! Criar um ser humano não é brinquedo não! Ser "só" mãe é de uma grandeza, de uma entrega, de uma responsabilidade que nunca se viu ou verá em emprego algum! É prazeroso? É. É uma escolha? É. No mundo moderno, é diferente? É. Mas essa escolha não deveria ser marginalizada, não deveria ser julgada e nem desvalorizada de maneira alguma! Principalmente por nós! Porque de tanto ouvir perguntas idiotas, sentir olhares de reprovação, sermos questionadas a todo momento porque estamos cansadas, porque estamos estressadas, se ficamos o dia todo em casa. Faz com que muitas vezes nos desvalorizemos também.
Tenho orgulho de ser mãe, de poder estar em casa cuidando em tempo integral do meu filho, dia e noite, sem feriado, sem final de semana, sem remuneração. Tenho orgulho de ter o melhor e o pior emprego do mundo. Tenho gratidão ao universo por ter me mandado esse serzinho encantador que me deixa exausta, com olheiras, mas que me fez descobrir e sentir o verdadeiro amor. Que me fez ver o tamanho do mundo. Que me proporciona sentimentos e sensações que nenhuma droga, bebida e terapia podem chegar perto. Tem dias que nem tudo são flores. Mas nada como o seu sorriso pra iluminar o meu dia, o meu ser. Obrigada Alexandre. Gratidão eterna.
E pra vocês como é? Como foi? Com está sendo? Que mãe você é? Já descobriu?

Quando estou deixando a minha peteca cair, leio e releio esse texto que caiu em minhas mãos num dia cinza:
Enjoy!
TEMPO PARA OS FILHOS
Há um tempo de abraçá-lo bem forte e contar-lhe a mais bela de todas as histórias.
Um tempo de mostrar-lhe Deus na terra, céu e flor, para ensinar-lhe admiração e reverência.
Há tempo de deixar os pratos na pia e levá-lo para balançar no parque, apostar corrida, fazer um desenho, apanhar uma borboleta e lhe dar amizade alegre.
Há tempo de mostrar-lhe o caminho, ensinar seus lábios infantis a repetir as palavras corretas.
Há um tempo de cantar, ao invés de resmungar, de sorrir em vez de franzir a testa.
De enxugar as lágrimas com um beijo e rir dos pratos quebrados.
Um tempo de compartilhar com ele o melhor de mim nas minhas atitudes.
Há um tempo de responder suas perguntas, todas as perguntas porque pode vir um tempo em que ele não queira minhas respostas.
Há um tempo de ensiná-lo pacientemente a obedecer, a guardar seus brinquedos.
Há um tempo de assisti-lo a sair bravamente para a escola, de sentir falta de alguém para controlar e de saber que outras mentes recebem sua atenção, mas que estarei ali para atender o seu chamado quando ele voltar para casa e que ouvirei ansiosa a história do seu dia.
Há um tempo de ensinar-lhe independência, responsabilidade e auto confiança.
Tempo de ser firme, mas amigável, de disciplinar com amor, pois cedo, muito cedo, haverá o tempo de deixá-lo partir, soltar as mãos da saia da mãe, pois os filhos não podem esperar.
Uma hora de cuidado hoje pode evitar anos de sofrimento amanhã.
A casa pode esperar, a louça pode esperar, a reforma da casa pode esperar, mas os filhos não podem esperar.
Haverá um tempo em que já não se ouvirão portas batendo, nem haverá brinquedos na escada, ou brigas na infância, ou marcas dos dedos na parede.
Então, olharei para trás com alegria em vez de remorso.
Haverá um tempo de olhar para trás e saber que estes anos que fui mãe não foram desperdiçados.
Oro para que haja um tempo de vê-lo justo e honesto, amando a Deus e servindo a todos.
Deus, dá-me sabedoria para perceber que hoje é meu dia com meus filhos.
Que não há momento em sua vida que não seja importante.
Que eu possa saber: que nenhuma tarefa é tão preciosa, que nenhum outro trabalho é tão importante, que nenhuma tarefa é tão urgente.
Que eu não protele e nem negligencie, mas que por Teu Espírito a aceite alegremente, jubilosamente e pela graça compreenda que o meu tempo é curto e meu tempo é agora.
Porque os filhos não podem esperar!
(Cleuser de Oliveira Porto Pacheco)


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